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Sou um Pássaro triste
Da floresta mágica
Que ao homem resiste...
Até à hora trágica?
Eu canto à minha floresta
Inundando o coração
De um homem que não presta
E no lucro vê razão.
Ser ruim do asfalto
Em busca do ganha-pão:
Vá viver para o Planalto!
Deixe em paz minha oração!
Não mexa nas árvores!
Nem mate os animais!
Empalhados? Mármores
Dos teus pecados mortais?
Floresta Amazônia:
Musa deste meu voar,
Mesmo com a insônia
Dum carrasco a matar.
Dessa metalurgia
Que fabricou um Lula:
Emprego é iguaria?
E Amazônia? Gula?
Não queira ser curioso
Confirmando um ato
Dalgum «lobby» nervoso
Que nos «junte» num prato!
Meu canto não é novo
E eu fico triste assim
Face à «surdez» do povo
Herdeiro de Tom Jobim...
Já ouviram «Passarim»?
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