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Não me venhas com insultos,
Impropérios dos incultos,
Indignos desse teu ser.
Nem me venhas com injúrias,
Parceiras dessas fúrias,
Com que queres me ofender.
Não arranjes maus motivos,
Meros justificativos,
Para as tuas atitudes.
Nem prendas, nessa tormenta,
Um pássaro que se afugenta
Mal vê os momentos rudes.
O teu ser autoritário
Excedeu-se num rosário
De torpes lamentações.
Mas não vês, minha querida,
Que eu, para a minha vida,
Não dou justificações?
Nem te dei esse direito,
No meu tolerante jeito
De aceitar o que me falam.
Tudo... menos as ofensas
Que se esbatem nestas crenças:
Dão a face; e males calam.
Liberdade em duas vias:
Se os vôos não aprecias
Pouco mais posso dizer.
Fica o gosto do amargo,
O desgosto como encargo,
Que embargo e vou esquecer.
Foi, em tempos, minha oferta:
Esta alma de poeta
Ou a dum mero aprendiz.
Querias um caçador?
Então não sou o teu amor,
Não posso fazer-te feliz!
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