Autor: Pássaro Distante



Não consegues encaixar,
Nesse teu raciocinar,
O jeito de me sentir.
E assustas-te com isso!
Nasce em ti um rebuliço
Que te urge reprimir.

É como se eu fosse um pintor,
Qual artificie, inovador,
De nova corrente ou escola.
E, sem tentares conhecer
O «novo» que possa trazer,
Isolas-me numa... gaiola?

Limitas-te a comparar
E, ao meu ser, analisar
À luz dos teus pré conceitos.
Neles só tenho a perder
Pois não conseguirás ver
Quaisquer virtudes, só defeitos.

Queres manter tua distância
Alternada por uma ânsia
De totais esclarecimentos.
Se me esquivo: soltas chamas,
Esquecendo-te que me enganas,
Ferindo os meus sentimentos.

Olhos que queimam um rosto
Escondido em entreposto
De inestético brilho.
Não sei o que queres de mim
E porque me tratas assim
Ao longo do nosso trilho.

Mas perdes-te no meu cheiro
Que te enlouquece, primeiro,
Antes de vir a razão...
Cada carícia trocada
E cada emoção partilhada
Baralham a tua visão.

Nesta espiral sem ter fim
Acaba por ser ruim
Ver cada dia nascer.
Já prefiro tua ausência,
Antes minha penitência,
A um inútil sofrer.


E-mail do autor: passarodistante@hotmail.com


  Clique na figura e
envie sua mensagem


O envio que chega rapidinho !!!

Direitos autorais registrados®
Página melhor visualizada
em Internet Explorer 4.0 ou Superior
800 X 600